COMO TENHO VOLTADO PARA CASA?

 

Este volume não nasceu de uma pesquisa acadêmica ou de uma inspiração abstrata, mas de um silêncio perturbador diante de um objeto físico: um álbum de fotografias. Há algo de místico no papel fotográfico da década de 70. O cheiro de guardado, o brilho levemente opaco e a textura que o tempo insiste em desgastar. Ao folhear essas páginas com minha irmã, o que era para ser apenas uma viagem nostálgica tornou-se um tribunal da alma.

O susto de que falo no início deste livro é o "susto da finitude". Perceber que o presente é um sopro não é novidade para ninguém, mas sentir que somos apenas o que sobrou de uma imagem que outrora transbordava vida é uma experiência transformadora. Escrever "Um dia, não vou te encontrar..." tornou-se, para mim, um exercício de desapego e, simultaneamente, de presença absoluta.

Este livro é um convite radical para abandonarmos essa certeza infantil e abraçarmos a humildade da experiência. O que você encontrará aqui é um tratado sobre a arte de viver de tal forma que o "hoje" baste. Se o amanhã é uma promessa que Deus guarda para si, o hoje é a única moeda que temos para transacionar amor. Saiba mais sobre o volume XVI clicando aqui! 

 

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