O QUE DESGASTA A SUA EXISTÊNCIA?
Neste volume, intitulado "A Passagem do Ser", convido você a ajustar o foco da sua lente para algo que muitas vezes ignoramos no dia a dia: a velocidade com que processamos a vida. Percebi, ao longo das minhas caminhadas e observações, que a nossa pressa não é apenas física. É uma pressa de julgamentos, uma urgência em ter opiniões formadas sobre tudo e todos, e uma necessidade quase patológica de "subir uns sobre os outros" na busca por um topo que, muitas vezes, nem sabemos onde fica ou o que representa.
O nascimento de um ser humano é, talvez, o evento mais poético e, ao mesmo tempo, mais carregado de responsabilidade que a existência nos oferece. Quando um bebê chega ao mundo, ele não traz consigo as cicatrizes do cinismo, as marcas da hipocrisia ou as armaduras da defesa social. Ele chega como um terreno virgem, uma página em branco, ou, para usarmos a linguagem desta série, como uma lente perfeitamente límpida, pronta para focar o que lhe for apresentado.
Nesta fase inicial, o ser está pronto para ser moldado. Existe uma plasticidade espiritual na infância que é, ao mesmo tempo, bela e aterradora. O pequeno ser não apenas nos observa; ele nos absorve. Ele é um arquiteto silencioso que utiliza os materiais que nós, os adultos ao seu redor, fornecemos. Se entregamos tijolos de doçura, ele edifica uma casa de acolhimento. Se entregamos pedregulhos de amargura, ele constrói muros de isolamento. Dessa forma, o que estamos construindo, em nós e nos outros? Saiba mais sobre o volume VII aqui!
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