QUEM NOS VEIO PARA SERVIR, E NÃO JULGAR?
Neste volume, intitulado "Muitos Juízes, Poucos Médicos", convido você a uma pausa reflexiva sobre essa nossa inclinação quase hereditária para a condenação. Percebi, ao longo das minhas observações sobre as "idiossincrasias" humanas, que o julgamento tornou-se um esporte nacional e internacional. Julgamos porque é cômodo. Julgamos porque, ao apontar o holofote para a mancha na veste do outro, acreditamos, ilusoriamente, que estamos escondendo os rasgos nas nossas próprias roupas.
A pergunta que ecoa nestas páginas é simples, mas cortante: O que é mais fácil, julgar ou tratar?
A resposta que o mundo nos dá todos os dias é o julgamento. Tratar exige tempo. Tratar exige debruçar-se sobre a ferida, suportar o odor da infecção moral alheia e ter a paciência de esperar a cicatrização. O médico precisa de mãos limpas e coração resiliente; o juiz leigo precisa apenas de um dedo em riste e uma voz carregada de ira.
Neste percurso, revisitaremos a cena do Éden, onde Adão inaugurou a "justiça da transferência de culpa", e buscaremos no exemplo de Cristo, o Médico dos Médicos, a fórmula para um olhar que não apenas vê o erro, mas enxerga o ser humano por trás dele.
Prepare-se para ajustar sua lente. Talvez ela esteja embaçada pelo orgulho ou trincada pela amargura. Mas, ao final desta leitura, espero que você sinta o desejo profundo de guardar o martelo e estender a mão. Afinal, em uma sociedade onde todos querem sentenciar, a verdadeira revolução é o cuidado. Saiba mais sobre o volume VIII aqui!
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