UM DIA DE CADA VEZ JÁ É O SUFICIENTE!

 

 

 

Ao chegarmos ao décimo nono volume da série Lentes da Alma, sinto que a nossa caminhada nos trouxe a um terreno que é, simultaneamente, o mais simples e o mais complexo de todos: a gestão do nosso tempo interior. Tenho percebido, tanto na minha própria vida como nas observações de quem me rodeia, que o maior ladrão da paz não é a circunstância adversa ou o problema concreto que enfrentamos, mas sim a nossa incapacidade crônica de habitar o presente.

Neste Volume XIX, somos chamados a confrontar o que chamo de "miopia do amanhã". Vivemos mergulhados numa cultura de aceleração sem precedentes, onde a nossa produtividade e o nosso valor são medidos pela capacidade de antecipar crises, projetar metas e viver no futuro. O problema é que, enquanto tentamos colonizar o amanhã, o hoje desvanece-se entre os nossos dedos. A alma, porém, não foi projetada para a aceleração; ela floresce apenas naquilo que conseguimos vivenciar com inteireza.

          Este livro não se propõe a ser um guia de autoajuda ou um repositório de frases motivacionais. Ele é um manifesto contra a fragmentação da atenção. "Um dia de cada vez" não é um clichê para tempos de desespero; é a métrica divina para a preservação da sanidade mental e da saúde espiritual. Ao escrever estas páginas, o meu objetivo foi criar um espaço de paragem, um lugar onde o leitor possa retirar as lentes da ansiedade e colocar as lentes da presença. Saiba mais um pouco do hoje aqui!

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