NÃO CRIE CASO, CRIE COLMEIA!

 

 

 

Muitas vezes me perguntam qual a utilidade prática da filosofia, da contemplação ou da espiritualidade no ruído do dia a dia. A resposta, creio eu, não se encontra em grandes tratados acadêmicos, mas no microuniverso do meu quintal. Ali, entre o silêncio das plantas e o zumbido incessante da vida, percebi que a existência humana se resume, em última instância, a dois movimentos fundamentais: um que gera vida e perpetua a beleza (polinizar) e outro que consome energia, tempo e alma em vão (polemizar).

Este livro nasce de uma inquietação: por que razão, sendo nós dotados de consciência e criatividade, insistimos tanto no ferrão e tão pouco no pólen? Por que razão escolhemos a contenda quando o mel da comunhão está ao nosso alcance? Ao longo destas páginas, não pretendo oferecer lições de botânica, mas sim um espelho. Quero que olhemos para as abelhas, essas criaturas por vezes temidas pela sua "periculosidade", mas amadas pela sua doçura, e que vejamos nelas o projeto original que Deus traçou para nós.

A pergunta que ecoa nestas páginas é desconfortável, mas inadiável: o que temos feito com a nossa inteligência e com os nossos recursos? Se o mundo é uma esfera perfeita, uma "figura geométrica perfeita" projetada pelo Criador, por que razão insistimos em criar ângulos e cantos para nos escondermos uns dos outros? Por que transformamos a nossa capacidade de "periculosidade", que deveria ser uma defesa da vida, num instrumento de destruição da própria espécie?

Este texto não é apenas uma crítica social ou um ensaio contemplativo; é um mapa para o retorno à nossa essência original. É a busca pela "comunhão sem par" que o autor identifica tanto na natureza quanto nos relatos ancestrais de fraternidade. O ser humano, em sua cegueira, tentou rabiscar o design divino da harmonia, mas a perfeição do ecossistema continua lá, à espera que ajustemos a nossa lente. Saiba mais sobre essa escolha aqui!  

 

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